domingo, dezembro 05, 2004

Felicidade - Parte I

Não há alegria sem tristeza, é um facto.
Como se de algo físico estivéssemos a falar, como se fossem matéria e antimatéria à deriva no espaço e a presença de uma anulasse a outra.
Não há tristeza sem alegria, pensem bem.
Aqueles momentos que mais tarde vamos recordar estão directamente relacionados com outros que nós, consciente ou inconscientemente, procuramos armazenar no canto mais escondido dos nossos pensamentos mas que naquela altura, naquele preciso instante em que saboreamos o quente, a conquista, a realização dos sentidos, aparece para nos fazer ver que tudo aquilo só faz sentido porque já estivemos no lado oposto das emoções, um dia, um momento atrás às vezes.
Sem o amargo o doce não é tão doce.
Todos nós conhecemos o amargo… mas e se não conhecêssemos o doce? Chamaríamos amargo aos pequenos acontecimentos ao longo de uma vida que a enchem por instantes de desilusão? Seria desilusão mesmo?
É verdade, se todos atingíssemos as nossas metas estas deixavam de ser metas e passavam a ser paredes… E também é verdade que a capacidade das tristezas comandarem a vida do ser humano é uma coisa real, triste.
Temos que aprender a viver, a ir buscar aos momentos menos bons a vontade de renascer, a força para enfrentar a vida e conquistar o nosso sétimo céu, a felicidade.