sexta-feira, dezembro 03, 2004

Ignorante ciclo poético

A ordem da vida foi perfeitamente reposta
porque nas tuas mãos essas linhas combinam com a perfeição.
Quero arder...mas que o fogo sejas tu...
Desvanecer...que importa o fumo?

Ligo a máquina, tu ris e eu paro.
Faço um poema a mim próprio
...nunca me irei esquecer...
Porque, se me esquecer, para quem irei escrever?

Eu sei o que tu lês.
Sei que isto, para ti, é ordinariamente poético.
Sei que já te esqueceste...sei...
Sei que, agora, ao revirares os olhos, este poema morreu.

dedicado a todos aqueles que sentem a poesia...durante o momento em que a lêem...
ela não se sente...RESPIRA-SE...para sempre