segunda-feira, agosto 16, 2004

23 Outubro

E este perfume que me persegue é tão intenso que repentinamente passo a olhar-te com os olhos vidrados devido à tua própria quimica.Denomino a vida de teste e falho respostas que considero banais.Utopias, sonhos e tudo o que é fútil fazem parte integrante de mim...será que fazem?
O pavio da vela por cima desta mesa de cristal sente-se curto, mas enquanto arde, sente-se ima nesga de vida que por vezes ultrapassa o meu intelecto.
Cristo falhou, eu falhei e tu falharás quando o momento da decisão se aproximar.Adoro-te mas tento controlar o meu lado animal com tanta força que, no momento em que deito a cabeça na almofada,as minhas veias trepidam e sente-se o pulsar das valvúlas de um coração fraco,mortal...mas rico.
As paredes que construi á minha volta apertam-me cada vez mais e rezo para que este império que é meu se desmorone.
Sei que sou fraco mas cada vez mais sei que tu tambem não és forte. Acordo, banhado em suor, e as bestas que preenchem a minha cabeça, continuam a rugir. Sem piedade.
Sem piedade, tal como o meu mundo, impiedoso e cruel. Tomo o ultimo folego de vento, respiro e sou tão vermelho. Vermelho como o sangue vivo e que fervilha na decadência bela e mortal.
Os pilares que outrora me ergueram, desta vez pressionam-me contra vidros em forma de espetos.
Oriento-me por ti e seí que és tao cego(a),mas não me importo. Esta noite sou livre. Sou EU. Visto-me de negro e esqueço tudo o que aprendi. Será que estou aqui? Será que tu existes? Quero pensar em mim. Quero aprender algo que não sei...mas quero aprender sem viver. Como será possivel? A unica saida é procurar a multidão...

2003
Folhas de platina

Hoje...hoje acordei e veio me uma sensação de desorientação subita...que raio me fizeram? Que batida electrica soa na minha cabeça? A bala que me trespassou o estômago e me rebentou com o intestino deixando me em coma 9 dias não me matou...será que não morro?foda-se...