domingo, agosto 01, 2004

onde quer que estejas



Parado e atento à raiva do silêncio
De um relógio partido e gasto pelo tempo
Estava um velho sentado no banco de um jardim
A recordar fragmentos do passado
Na telefonia tocava uma velha canção
E um jovem cantor falava na solidão
Que sabes tu do canto de estar só assim
Só e abandonado como o velho do jardim?
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como tu
Um velho sentado num jardim

hoje senti a tua falta, estas reuniões de família têm essa capacidade, mais do que isso senti a falta do tempo que não vivi ao teu lado, das palavras que não te disse e dos gestos que não tive porque o amanhã parecia tão certo...

1 Comments:

Blogger Ricardo said...

sera que se as pessoas de quem gostamos vivessem para sempre,será que sentiriamos amor?ou tomavamos essas mesmas por garantidas...va lá.o que nos faz amar é o "não querer perder",é o querer empregar toda a nossa força num abraço secular.sentir 2 braços envolvidos no nosso corpo,é não nos permitir a nós proprios perder essa pessoa.por isso vitor,a perda só te fez gostar mais...mesmo que envolva dor.porque o amor profundo é sempre acompanhado por a dor mais aguda.quem quer viver para sempre?...

10:51 p.m.  

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